7 Cantos do Mundo

Qual a melhor solução para o seu dinheiro em uma viagem internacional?

Conhecer as ferramentas e avaliar o que vale e o que não vale a pena

Na hora de planejar uma viagem internacional, inevitavelmente surgem aqueles eternos dilemas relativos ao dinheiro:

  • Devo levar dinheiro em espécie e ir com uma sacola cheia?
  • Que moeda compro: dólar, euro – ou todas do mundo só por precaução?
  • Ah, não, estamos em 2017, vou usar só o cartão de crédito, né?

Ao longo destes anos viajando com alguma frequência, cometendo erros de principiantes, e (mão de vaca que sou) estudando como viajar mais barato, eu acho que posso dizer que aprendi algumas coisas. Vira e mexe dou dicas e orientações gerais sobre o que vale a pena e o que deve ser evitado a todo custo, então resolvi resumi-las todas em um só lugar.

Ah, detalhe: não vou comentar neste momento sobre orçamento de viagem, beleza? Isso realmente vai depender de inúmeros fatores, como destino, duração da viagem, estilo de viajar, interesses, frescuras restrições, etc. São outros quinhentos.

 Disclaimer: Não sou expert em economia nem nada (muito pelo contrário, eu como economista sou uma ótima bióloga! 😀 ). O que você vai ler aqui não foi validado por um profissional, é apenas a minha humilde opinião, baseada em minha experiência de viagens e dicas acumuladas ao longo do tempo, ok? Apenas para alinharmos 😉

Se for em espécie: qual moeda comprar?


Dólar: Continua sendo a moeda mais aceita no mundo todo, então é sempre uma moeda-coringa. É aquela “vai com fé que não tem erro”. Porém, há algumas (várias) ressalvas, principalmente em tempos de Dólar e IOF altos – vamos em frente.

Euro: Apesar do Euro também ser bem aceito na Ásia, por exemplo, eu só compraria Euros se fosse para ir à Europa mesmo, e nos países onde o Euro é a moeda. Também tem a questão do câmbio não estar favorável atualmente, e IOF também alto – continuemos.

 Outras moedas: Claro que ter uma moeda forte como o Dólar ou o Euro é vantajoso para usar em países de moedas mais fracas. Porém, observe uma regra geral que aprendi: quanto mais você converte de uma moeda para outra, mais você perde. Então, a não ser que você tenha aqueles Dólares ou Euros estratégicos guardados no colchão, que você comprou quando eles estavam valendo respectivamente R$ 1,70 e R$ 2,20 (lembra disso? Bons tempos!), e quando o IOF não era tão abusivo, provavelmente não vai compensar você comprar estas moedas para trocar pela moeda local mais fraca.

Ah, então a solução é comprar direto moeda “diferente” antes de sair do país, certo? Errado! Quando se trata de moedas “incomuns” (específicas a um país apenas), sua oferta em geral é baixa no Brasil (elas têm baixa liquidez, isto é, não circulam no nosso país), por isso você terá dificuldade de encontrar casas de câmbio que as vendam. Ou ainda, dependendo da moeda, pode até achar, mas não em uma quantidade suficiente para sua viagem, e talvez com uma cotação horrível. Portanto, vale a pena adquiri-la diretamente no país de destino – vamos falar mais disso logo ali na frente.

Apenas para citar alguns exemplos pessoais de moedas que cheguei a procurar em casas de câmbio em São Paulo e não encontrei: Boliviano (Bolívia), Sol (Peru), Coroa Dinamarquesa (Dinamarca).

Nota mental: Nos países da América do Sul, você consegue trocar nas casas de câmbio (não vá trocar no aeroporto, hein? Vai na rua mesmo) o Real pela moeda local, e pode ser uma boa saída também (pelo menos você não paga taxa para sacar Reais no Brasil, antes de viajar, né?).

O que NÃO vale a pena


Pagar tudo no cartão de crédito

Já sabemos que o IOF é um roubo; além disso, não é incomum encontrar estabelecimentos que cobram um acréscimo para você pagar com cartão de crédito. Ou seja: tudo errado! Evite ao máximo.

Traveller Check

Peloamordedeus, não caia na mesma cilada que eu caí! Traveller Check era uma coisa utilizada um tempo atrás para viajar de forma mais segura – é tipo um “vale-dinheiro”, que você ~teoricamente~ conseguia trocar em qualquer lugar do mundo, seja em casas de câmbio, seja usando diretamente em estabelecimentos. Na prática, não é bem assim.

Comprei meus TCs em 2010, acabei não usando na época, e até agora não consegui trocá-los :/

Os TCs caíram em desuso, então hoje em dia é super difícil encontrar lugares que troquem, ou que troquem sem cobrar um rim pela transação. O bom de terem ficado obsoletos é que a chance desta opção ser oferecida para você é bem menor – mas saiba que ela existe, caso alguém (talvez algum tio, que viajava na década de 80-90) venha com essa “solução maravilhosa” para você. Melhor evitar a fadiga, né?

O que vale a pena


Sacar com cartão de débito na moeda local

Atenção: débito, e não crédito. Aprendi com a Carol Fernandes, do Projeto ViraVolta, que esta é uma das formas que mais valem a pena, por apresentar as taxas mais moderadas. Você consegue sacar o dinheiro na moeda local em praticamente qualquer ATM (caixa eletrônico), e será debitado em Reais (no câmbio do dia) da sua conta corrente no Brasil (com acréscimo da taxa + IOF). Verifique se sua conta dá direito a saques internacionais mensais (às vezes, permitem até 2 saques sem taxas; daí é sucesso!).

O que vale a pena com ressalvas


 Sacar com cartão de crédito na moeda local

Se não for possível sacar com cartão de débito, em segundo lugar estaria a opção de sacar com o cartão de crédito, e funciona do mesmo modo que no item acima: sacar nos ATM locais, na moeda local, com a diferença de que não será debitado imediatamente, e sim entrará na fatura do seu cartão para ser pago no dia do vencimento. As taxas já são bem menos convidativas (fora o IOF), mas ainda é uma alternativa melhor do que sair usando o cartão de crédito desembestadamente.

Nota mental: Lembre de verificar se seu cartão (tanto débito como crédito) é internacional, hein? Não são todos os cartões que permitem realizar saque no exterior. Além disso, fundamental: você tem que dar o aviso de viagem, isto é, informar a operadora do seu cartão e/ou seu banco de que você estará em determinado(s) país(es) durante aquele determinado período.

Cartão pré-pago

Você carrega na moeda do país de destino e vai usando como se fosse um cartão de débito local. Usei em 2010 e gostei.  É importante verificar a taxa de câmbio para comprar o cartão pré-pago, pois ela é diferente da taxa para comprar o papel-moeda. Eu lembrava do câmbio do cartão ser pior que o do papel-moeda, mas em uma rápida pesquisa aqui na internet agora, o cartão pré-pago parece ter um câmbio melhor que o papel-moeda (algo como R$ 0,05 de diferença), porém não sei como estão as taxas para o serviço (a operadora do cartão) hoje em dia, porque se diminui aqui, deve aumentar lá, né? Vale uma consulta.

Nota mental: você só pode carregar uma moeda por vez no cartão pré-pago, e as opções são limitadas, em geral, a: Dólar (incluindo o Australiano e o Canadense), Euro, Libra, e Peso Argentino. Desconheço cartões que possam ser carregados em outras moedas além destas. Portanto, se for viajar para um país da América Latina (com exceção da Argentina), África ou Ásia, por exemplo, não faria sentido usar este método.

O que vale MUITO a pena


 TransferWise

Esta é, de longe, a melhor ferramenta para transações internacionais! Simples, prática e com os melhores câmbios e a menor taxa de todas! Fora que eles dão um jeito de “sumir” com o IOF (não me pergunte como), ele meio que já está embutido na taxa (que, novamente, é baixa).

Eu estou morando na Dinamarca e, quando tive que transferir dinheiro para cá, usei o TransferWise. Usado, aprovado e recomendado 100%! 

O único porém é que ela tem um pré-requisito: ter alguém de confiança com uma conta bancária no local de destino. Mas hoje em dia a gente tem tanto amigo morando fora e/ou é tão comum ter amigo gringo, que isso nem acaba sendo uma condição tão improvável assim de satisfazer. Vale a pena considerar a opção, principalmente se sua viagem for mais longa (o que significa que você, consequentemente, vai gastar mais). Basta se organizar com um pouquinho de antecedência 🙂

Como funciona

Para realizar uma transferência pela plataforma, é mais ou menos assim:

  1. Você insere o quanto você quer transferir (em Reais) e para qual moeda você quer converter – o sistema calcula imediatamente o quanto é previsto chegar na moeda do destino;
  2. Você informa quem será o destinatário/beneficiário (alguém que tenha uma conta bancária no local de destino, e que também seja usuário do TransferWise);
  3. O sistema gera um boleto (do Itaú), e você o paga normalmente como faria com qualquer boleto; OBS: existe uma opção de pagar usando o PayPal também, mas eu não usei, então não sei dizer exatamente como funciona;
  4. Assim que o TransferWise acusa o recebimento do pagamento (cerca de 1-2 dias), ele realiza a transferência (e te mantém informado de tudo: quando é previsto chegar na conta de destino, quanto, se já chegou etc) e o dinheiro entra na conta do beneficiário, já na moeda local;
  5. Chegando no seu destino, seu amiguinho saca o dinheiro para você;
  6. Você viaja feliz para sempre. Fim.

Exemplo da página de transferência. Repare na excelente cotação para o Dólar! Obs: para mim, aparece como “Transferência gratuita” pois eu tenho créditos, mas normalmente é ali que aparece a taxa de serviço (que é muito boa).

É ou não é sensacional??

 Dica: Inscreva-se por este link que eu e você ganhamos um crédito de transferência de £15 cada um (após a sua primeira transferência) 😀 -> Entrar no TransferWise e ganhar £15.

Enfim, não há uma única saída perfeita. Há muitas variáveis de uma viagem para outra, e uma solução muito boa para uma pode não ser tão legal para outra. O importante é estarmos bem informados. Conhecendo bem as ferramentas que existem, estamos em condições de tomar uma boa decisão. Certo? 😉

E você, tem mais alguma dica para dar sobre como manejar o seu dinheiro em uma viagem internacional? Compartilha com a gente!

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Laura Sette

Sou paulistana, bióloga, viciada em viagens, trilhas, livros e café, curiosa incansável e nerd assumida. Considero-me uma eterna aprendedora, e estou em constante busca da minha melhor versão. Acredito no poder transformador do autoconhecimento, e que, com amor e verdade, somos capazes sim de mudar o mundo! Moro atualmente na Dinamarca, como parte do grande plano de conhecer os 7 Cantos do Mundo.

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