7 Cantos do Mundo

Sabores peruanos: comida muy rica!

Quem viaja bastante no esquema low budget sabe que quando o assunto é comida o bicho pega. Seja porque os preços para se comer decentemente são impraticáveis, seja porque os hábitos culinários locais são muito estranhos diferentes dos nossos. E onde normalmente acabamos? Fast food. O que, além de zero saudável, não nos enriquece em nada em termos culturais e de sabores.

Foi justamente este um dos quesitos nos quais o Peru mais me surpreendeu: a gastronomia. Composta por uma rica variedade de carnes, frutas e vegetais, a comida peruana é extremamente elaborada e saborosa. E o melhor: é barata! Claro que você vai encontrar versões mais caras dos mesmos pratos em restaurantes mais bacaninhas, mas é possível comer comida típica boa (mai boa mêmo!) por preços super em conta. Ainda mais se você topar comer com a galera local no “mercadão” da cidade, o sabor é garantido e a economia é certa (= sucesso total).

Sabores que você não deveria deixar de provar


Carnes

Lomo saltado

Acho que é o prato que você mais vai encontrar no Peru, como o “arroz-feijão” do brasileiro. Nada mais é do que um “mexidinho” de carne bovina em pedaços com cebola, tomate e batata. Normalmente, é acompanhado de arroz e (mais) batatas, e talvez uma salada. Vi uma opção com ovo também.

Em cada esquina, haverá um menu que inclui o lomo saltado como prato principal, com preços variando de S/13 a S/30 (do que pude ver, claro). Já no mercado San Pedro, em Cusco, você consegue encontrar este prato por módicos S/6.

Ceviche

O clássico peruano: peixe cru marinado em suco de limão, muita cebola, pimenta, salsa e coentro. Acompanhamentos comuns são o camote (tipo de batata, levemente adocicada) e cancha (tipo de milho cujo grão é grande). É muito saboroso, mas atenção: se você for sensível a coisas picantes como eu, prepare a língua!

Preços bastante variáveis: desde S/9 no Mercado San Pedro, Cusco, até S/20 nos restaurantes no calçadão em Paracas (os menores, não os bacanudos de frente para o mar).

Alpaca

Sim, as pessoas comem aquele bichinho fofinho – que, convenhamos, mais parece um poodle que um primo da lhama. Porém, estes dois camelídeos têm uma coisa bem em comum: sua carne é deliciosa! Particularmente, gostei mais da carne de alpaca, achei-a mais tenra e macia. Mas nos dois casos, se não me dissessem que se tratava de lhama e alpaca, eu pensaria estar comendo carne bovina normal.

Nota mental: Quando for a Cusco, considere se dar o luxo de gastar um pouco mais em uma refeição no Restaurante Marcelo Batata (Calle Palacio 121), cuja especialidade é justamente a carne de alpaca, preparada de diversas formas e com diferentes tipos de acompanhamento. Os pratos tem uma apresentação mais, digamos, gourmet, mas o ambiente é bem descolado. Além disso, olha que legal: eles dão desconto para quem se hospeda no Hostel Pariwana, e oferecem aulas (pagas) de culinária focadas na gastronomia peruana. Com o desconto do hostel e um suco, gastei S/50.

Trucha

A truta (em espanhol, trucha) é outro prato bastante comum – e muito saboroso. Comi apenas uma vez por cerca de S/25, em um restaurante na Plaza de Armas, em Cusco, mas acho bem possível encontrar preços mais em conta em locais menos centrais.

Cuy

Para nós: Porquinho-da-Índia. Pois é, comem também este animalzinho fofinho – que no prato não fica assim tão meigo. Este eu não consegui encarar, sorry. Dizem que o sabor lembra bastante frango.

Milhos

Choclo con queso

Igual ao milho cozido que encontramos nas praias brasileiras, mas com grãos muito maiores. Servido na palha da espiga, sem sal. A fatia de queijo fresco é opcional. S/2,50 no Mercado San Pedro, em Cusco.

Chips de Maíz (e outros)

Fazem chips de diversas coisas no Peru, como feijão e banana, mas certamente os de milho (em espanhol, maíz) são mais comuns. Os tipos que mais vi foram o Chullpi (mais fino e comprido) e Cancha (mais largo). Em Cusco, são encontrados em qualquer lugar: no supermercado, no mercado San Pedro, em locais turísticos e nas ruas.

Chicha morada

Refresco à base de milho roxo (em espanhol, maíz morado) e outras frutas (por exemplo, abacaxi) e especiarias (cravo, canela). O maíz morado, tal qual outros alimentos de coloração roxa, como uva e açaí, é um excelente antioxidante natural. É doce, mas não demais. Achei bem gostoso e refrescante.

Mazamorra morada

Sobremesa peruana típica, à base de maíz morado, com farinha de camote (tipo de batata), abacaxi, limão, canela e outras especiarias. É cremoso, não muito doce, lembra um pouco sagu. Tive dupla sorte: 1) estive no Peru em outubro, mês do Señor de los Milagros, quando a mazamorra morada é preparada como comemoração; e 2) um senhor simpático que foi com a minha cara em Huacachina me deu um pote de presente.

Chifa (mistura da culinária peruana e chinesa)

Arroz chaufa con langostinos

Arroz chaufa de langostinos

Traduzindo: camarão com legumes e arroz com ovos, salsinha e outros. Tudo com aquele toque oriental (shoyu, gengibre). Foi um dos pratos que mais gostei no Peru. Também, o que não fica bom com camarão, não é mesmo? Pode-se comer um delicioso arroz chaufa com langostinos por cerca S/20 em Lima.

Pisco Sour

Pisco Sour. Foto: Matías Gagliardone

Foto: Matías Gagliardone

A “caipirinha” peruana. Drinque à base de pisco (aguardente produzido a partir da uva), limão, clara de ovo, gelo e açúcar. Não digo mais nada, apenas: prove.

Curiosidades peruanas

  • No Peru existem mais de 2.000 tipos de batata e mais de 50 tipos de milho. E como era de se esperar, come-se milho e batata em praticamente todas as refeições;

Variedades de milhos peruanos

  • No Mercado San Pedro em Cusco, você toma sucos naturais simples ou mistos d-e-l-i-c-i-o-s-o-s  na seção de frutas (cerca de S/5);
  • Em diversos estabelecimentos, se você simplesmente pedir “um café”, sem especificar, você provavelmente vai obter um café americano, como eles chamam, que vem em um “balde”. Tomei tanto em uma caneca grande, cheia até a boca, quanto em um copo de milkshake (é sério!), igualmente cheio. Além disso, em alguns locais eles têm uma forma de preparar o café um tanto quanto incomum: mistura-se água quente a um extrato concentrado frio de café, que eles armazenam em frascos de vidro.

BOA COMILANÇA! 😛

PS: esta foi a minha única viagem até hoje (creio eu) em que não comi fast food nenhuma vez! 😀

Nota mental

1 Sol = R$ 0,89 (consultar cotação mais atual)

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Laura Sette

Sou paulistana, bióloga, viciada em viagens, trilhas, livros e café, curiosa incansável e nerd assumida. Considero-me uma eterna aprendedora, e estou em constante busca da minha melhor versão. Acredito no poder transformador do autoconhecimento, e que, com amor e verdade, somos capazes sim de mudar o mundo! Moro atualmente na Dinamarca, como parte do grande plano de conhecer os 7 Cantos do Mundo.

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2 ComentáriosDeixe um comentário

  • Oi Laura! Tudo bem? Sou amiga da Pelúcia que estudou com você na bio hehe. Estava pesquisando no google e encontrei seu blog. Que é muito legal por sinal! Amanhã vou para Paracas. Eu queria saber em que hostel você ficou lá e se indica. Muito obrigada! Beijos!!

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