7 Cantos do Mundo

Dica de livro: Meu Everest – Luciano Pires

Meu Everest: Realizando um sonho no teto do mundo

Meu Everest conta a história de um executivo de multinacional, marido e pai de família, que um belo dia resolve que vai ao Monte Everest. Contrata uma boa agência de turismo de aventura e marca na agenda para o ano seguinte (2001).

Bem, como era de se esperar de uma pessoa com esse perfil, ele era um cara urbano, sedentário e com uma vida comum – nada de esportes radicais em seu currículo.

É, então, no mínimo louco! – você deve estar pensando. Mas calma, ele não era tão maluco assim: ele decidiu fazer o trekking apenas até o Campo Base – de onde partem os verdadeiros malucos montanhistas que se arriscarão a tentar o cume.

Campo Base do Everest | Foto: terbeck via VisualHunt / CC BY-NC-SA

Tá, e por que a história de alguém que ~não~ subiu a montanha mais alta do mundo poderia ser bacana? – você também deve estar se perguntando. Bom ponto.

Desafio pouco é bobagem

Bom, primeiro que ir ao acampamento aos pés da montanha mais alta do mundo não é um desafio pequeno, not at all. Imagine caminhar por muitos e muitos quilômetros por terrenos totalmente acidentados (onde não circula nenhum tipo de roda, apenas pés!), com muitas pedras, neve, gelo e, o pior de tudo, em altitude.

Cartun desenhado durante a viagem, publicado no livro | Imagem: Luciano Pires

O Campo Base do Everest fica 5.364 metros acima do nível do mar. É altura suficiente para causar problemas a muita gente que mora abaixo dos 1.000 ou 2.000 metros – como a maioria dos brasileiros.

Campo Base do Everest | Foto: Bronco Oostermeyer via Visual hunt / CC BY-NC-ND

Se já é desafiador a alguém com o condicionamento físico em dia e acostumado a fazer trilhas e travessias, imagina a uma pessoa que não tem estes pontos para contar a seu favor – o que era o caso de Luciano no momento em que tomou a decisão.

Cartun desenhado durante a viagem, publicado no livro | Imagem: Luciano Pires

O comum fora do comum

Segundo: logo se nota que Luciano é a antítese do aventureiro desbravador destemido; ele é um homem comum. E acredito ser justamente isso que torna a experiência tão interessante! Poderia ser eu, você, qualquer pessoa.

Trilha ao Campo Base do Everest | Foto: valcker via Visual hunt / CC BY

Ah, considere ainda que ele fez o trekking em 2001, quando este tipo de turismo ainda não era tão popular como hoje; portanto, as condições de infraestrutura eram significativamente inferiores. Ele fez uma expedição muito mais roots do que é feita hoje em dia!

Imagina o que uma pessoa não acostumada a fazer cocô no mato não sofreu!…

Cartun desenhado durante a viagem, publicado no livro | Imagem: Luciano Pires

É muito engraçado como ele fala de fezes e privada! Ele ficou doido por praticamente não haver vasos sanitários no caminho. *First world problems* (hehe, brincadeira)

Cartun desenhado durante a viagem, publicado no livro | Imagem: Luciano Pires

Muito além de um trekking

Terceiro: o livro não é um mero livro de trekking. O autor não tem a menor pretensão de se vangloriar pelo seu feito, fingir que manja tudo de montanha ou de pagar de f*dão explorador p*ca das galáxias. A história vai muito além da viagem e da aventura em si.

O livro, para mim, mostra que cada um tem o seu próprio “Everest”. Cada um sabe de seus sonhos, seus desafios pessoais, seus limites. O “meu Everest” não será o mesmo que o seu. O de Luciano era o dele, e só dele. E ele não decepcionou! – a si mesmo, no caso. Ele não estava lá para agradar ninguém.

Ele mostra que pessoas comuns podem fazer feitos extraordinários. O ponto-chave é: ele é extraordinário para você mesmo. E é só isso que importa. O que os outros pensam de nós e do que sonhamos, desejamos e fazemos, é problema deles.

Trilha para o Campo Base do Everest | Foto: andreweland via Visualhunt / CC BY-SA

Acho que esta seja a grande lição deste livro: Sonhar com o “seu Everest” e ir em busca dele, superando seus limites. Só temos a colher grandes aprendizados e crescimento pessoal.

Adendo: o Luciano é f*d@!

Se você ainda não ligou os pontos de quem é o autor desse livro, estamos falando de Luciano Pires, ex-executivo de marketing, escritor, palestrante, cartunista, colunista de vários sites e produtor do Café Brasil, um dos mais importantes podcasts do nosso país.

Estamos falando de um cara mega inteligente, criativo e inovador. Um cara determinado a “despocotizar” o Brasil (desenvolver a reflexão crítica, longe de “eguinhas pocotós) e produzir conteúdo de “fitness intelectual” para manter seu cérebro em forma. Ele é diferenciado!

Em tempo: acredito, então, que esta viagem (e o livro subsequente) tenham sido tão marcantes de um jeito tão único porque foi o Luciano Pires que a fez e a relatou. Entende agora?

Uma curiosidade pessoal

Impressionante como as coisas vão se conectando na vida. Eu acompanho o trabalho do Murilo Gun há alguns anos, o que inclui seu Podcast. Aliás, sou fã dele! Já fiz seu curso Reaprendizagem Criativa e devoro tudo que ele compartilha sobre inovação, futurismo e criatividade. Talvez vocês não conhecesse o lado empreendedor dele; te garanto: ele é f*d@, papai!

Bem, em um dos podcasts que ouvi faz um tempo já, ele conversou com um tal executivo-empreendedor f*dástico, e o episódio me marcou porque ele recomendou 3 livros essenciais (que eu anotei, óbvio).

Quem era o cara? Sim, Luciano Pires, o próprio!

E agora, de repente, caio no livro dele por uma recomendação de um amigo do GPM – Grupo Paulista de Montanhismo (que, por sinal, conheci por conta de um trabalho criativo!). Só fui ligar os pontos depois de terminar de ler, e quando liguei, quase deu tela azul! 😀

Putz, adoro essas “coincidências” da vida. Nota: eu sempre uso essa palavra com bastante ironia (e por isso as aspas), pois eu não acredito em coincidências; existem sim sincronicidades.

Será um chamado para eu fazer o trekking ao Campo Base do Everest? 🙂

Enfim, só leia

O livro é super bem humorado, leve e descontraído, sem deixar de ter grandes reflexões. Dá pra ler em uma sentada e meia. Desliga a televisão e vá ler um livro! 😉

Ficha técnica

  • Tamanho: 336 páginas
  • Editora: Giz Editorial
  • Edição: 6ª (2011)

Minha nota: 4,0 (Muito Bom)

Foto destaque: Stefanos Nikologianis via VisualHunt.com / CC BY

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Sobre a autora Ver todos os posts Site da autora

Laura Sette

Bióloga paulistana que não vai sossegar enquanto não conhecer os sete cantos do mundo. Apaixonada por natureza e culturas, é perdendo-se por aí que ela se encontra. É viciada em livros e café, positividade é sua filosofia de vida e não perde uma oportunidade de rir e fazer rir com uma (nem tão) boa piada.

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