Vivi em um período obscuro, de inconsciência, por praticamente toda a minha vida, até os meus 25 ou 26 anos.
Havia dor, sofrimento, raiva, grosseria, arrogância, depressão, auto-piedade, vitimismo, impaciência, ansiedade, baixa autoestima.
Claro que eu não sabia de nada disso à época.
Só enxergo isso, e com uma clareza límpida, agora.
Os triggers do meu despertar
Eu estava a ponto de explodir, não aguentava mais.
– Estar sozinha: Fui viajar sozinha uma vez, comecei a fazer isso mais vezes – e também a fazer outras coisas sozinhas, e super apreciar a minha companhia! Comecei até a querer ficar sozinha
– Natureza: fazer trilhas e expedições mudou a minha vida!
– Mahamudra: contribuiu muito, trazendo o conceito da tríade corpo-mente-espírito, que temos que trabalhar os três, que somos uma coisa só
Parece tão, mas tããão óbvio agora, que me sinto até idiota de não ter enxergado antes.
A evolução
Eu fui percebendo que uma transformação se operava em mim. Uma sensação nova e muito, mas muito boa! Uma sensação de libertação, de empoderamento, de conexão com a minha essência.
Aproximação de filosofias, autores, conceitos, práticas.
– O Poder do Agora: pqp! Este livro transformou a minha vida!
O poder do autoconhecimento: tudo na verdade é um grande processo de autoconhecimento. A gente começa a entender do que a gente gosta, o que quer e eliminar o que não quer.
É um processo não menos gratificante que doloroso.
Crescer dói, abdicar da nossa redoma de vidro dói, mas tudo isso é necessário.
Senão, viveremos sempre no piloto automático, uma persona, uma vida pré-programada. Não seremos nós, não viveremos a nossa verdade.
Chega-se a um ponto em que não há outra opção! Não tem como seguir no trilho, corroendo-se por dentro! Perdendo VIDA! Perdendo brilho e oportunidades de brilhar.
Belo e doloroso
Ninguém está falando de um caminho perfeito. Não existem caminhos livres de dificuldades, tristezas… não existe ser feliz 100% do tempo. Mas existe estar em paz.
Agora o yoga entrou na minha vida. E meu deus, como ele faz sentido! Ele parece unir todas as pontas, tudo o que venho estudando e praticando, e aprendendo na prática também, sobre consciência corporal, força, flexibilidade, e principalmente sobre conexão e presença. E nossa, respirar é tão gostoso! Como eu nunca tinha percebido isso?
Libertação
Eu percebi que eu mesma tinha uma ideia equivocada sobre mim sob vários aspectos, e não fazia ideia de como eu era sob outros. A principal delas, e que faz a maior diferença pra mim:
– Descobri que sou (e sempre fui) introvertida, e tudo bem! Só que eu sempre fui cobrada para ser extrovertida, e sofri muito com isso. Era tida como chata, brava, mal humorada e sei lá mais o quê. Eu só tenho um jeito diferente de recarregar as minhas energias – que é ficando quietinha no meu canto, fazendo algo produtivo (em qualquer sentido que seja). Que eu curto o silêncio. E tudo bem! Não há NADA de errado nisso!
Como eu me defino hoje? Onde quero chegar?
Sei que definições são perigosas, pois definir-se é limitar-se. Mas se eu tivesse que definir a Laura de hoje em apenas poucas palavras, eu diria:
Introvertida
Exploradora
Aventureira
Escritora
Consultora
Coisas que fizeram MUITA diferença no processo: entender o que é e como funciona o Poder do Agora (consciência, presença, noção de que o tempo não existe, mas é invenção da nossa cabeça), Mahamudra, viajar sozinha, trekking e outras aventuras na natureza, yoga, ler muito