7 Cantos do Mundo

Opções de hospedagem na Chapada Diamantina

Procurar por hospedagem quando vamos viajar é sempre uma questão que – sejamos sinceros – dá uma baita preguiça! Né não? Eu acho. Reservar com antecedência significa navegar horas a fio no TripAdvisor ou no Booking, lendo descrições dos estabelecimentos e avaliações dos amiguinhos, pensando que “talvez aquele lugar barato seja muito longe de tudo”, e “aquele com preço médio não tem café da manhã”, mas “aquele que é maravilhoso custa meu rim direito”.

Ah, então deixa para procurar um lugar na hora!

Dependendo do destino e da época, pode não haver vagas, ou ter apenas lugares muito caros ou muito nada a ver de acordo com a sua necessidade – e é aí que você pensa: “Por que eu não reservei antes?”. Aquele eterno dilema!

É ou não é assim? Pois então, como em tudo nessa vida, sou a favor do equilíbrio – nem tanto ao mar, nem tanto à terra!

Por isso, pensando em facilitar a vida dozamigo e poupar seu precioso tempo, deixo aqui algumas sugestões de hospedagem que conheci em algumas cidades da Chapada Diamantina. A saber: Lençóis, Igatu e Ibicoara.

LENÇÓIS


Lençóis, sendo a cidade mais visitada da Chapada Diamantina, conta com inúmeras opções de hospedagem. Deixo aqui sugestões dos dois lugares que fiquei, e recomendo ambos!

ESTALAGEM DO ALCINO

Pára tudo! Anota este nome já! Você tem que conhecer este lugar e eu vou te contar por que.

Estalagem do Alcino - Lençóis - Chapada Diamantina

A Estalagem é um casarão rústico e charmoso, decorado com peças e mosaicos feitos pelo próprio Alcino. Logo se nota que ele cuida de sua pousada com muito carinho, tudo é impecavelmente pensado/organizado/decorado. Os quartos são bonitos, confortáveis e limpos. A área comum é bem aconchegante, conta com mesa para tomar um chá, sala de estar e redes espalhadas na parte externa. Natureza, bom gosto e conforto.

Além disso, Alcino é a gentileza e simpatia em pessoa, e faz questão de nos fazer sentir muito à vontade; ele serve o café da manhã aos hóspedes pessoalmente – que é incrível! Foi o melhor café da manhã que já tomei (em variedade, qualidade e quantidade). Ouvi que seu café já foi considerado o melhor café da manhã do Brasil, e entendi o porquê.

E o melhor: os preços não são exorbitantes. De fato, é possível ficar em um quarto duplo simples (com banheiro fora do quarto) por pouco mais do que se paga nos albergues ou pousadas mais básicas – algo como R$ 60 por cabeça. Um casal deve conseguir pagar cerca desse preço também em uma suíte. Tem wifi, que funciona bem nas áreas comuns.

Apesar de não estar localizada nas ruas principais do centro histórico, a pousada está muito próxima dele, do outro lado da ponte apenas, próxima à rua que leva à saída da cidade.

Vai por mim, vale muito a pena se hospedar lá – nem que seja só por uma noite! Veja mais informações aqui.

HOSTEL AVENTURISMUS

Se você busca um lugar com preço ótimo e boas energias, esta é uma ótima opção!

A estrutura é simples em um ambiente familiar (é a própria casa do dono Fernando); sem luxo, mas tudo é limpo e organizado. O preço é bom e a localização é excelente, no centro histórico de Lençóis. Oferecem toalha e café da manhã (existe opção da diária sem café também), que é bem gostoso.

Ponto fraco é que os hóspedes não podem usar a cozinha e falta um ambiente comum para vivência (sentar, conversar, ler, relaxar, por exemplo). Então se você é daquelas pessoas que gosta de aproveitar a hospedagem – o lugar em si – para relaxar e tal, pode achar que o hostel deixa um pouco a desejar, pois é mais para tomar banho e dormir mesmo.

 Tem wifi, um pouco lenta, mas funciona. O Fernando é muito gente fina e oferece passeios pela agência de mesmo nome (Aventurismus).

Nos dormitórios compartilhados a diária fica R$ 50 por cabeça (com café) e R$ 40 (sem café); na (única) suíte de casal, fica R$ 55 por pessoa. Como é uma casa, há apenas estes quartos. Então, se você for em alta temporada, vale pesquisar com antecedência para saber da disponibilidade.

Hostel Aventurismus - Lençóis - Chapada Diamantina

 Gostou desta opção de hospedagem? Aproveita e pesquisa a disponibilidade deles para sua trip aqui!

IGATU


Igatu é uma cidadezinha quase toda de pedra – casas, ruas, praças – em um estilo que é algo intermediário entre colonial e medieval. Uma graça! Pacata como uma verdadeira cidade baiana deve ser. O que não é tão sussa-na-montanha-russa é a estradinha de terra de 7 km que precisamos pegar para chegar até ela (bom, talvez esteja mais para montanha-russa). Olha, algumas estradas da região da Chapada Diamantina são ruins, mas essa está de parabéns! Um sobe e desce bastante inclinado e cheio de pedra. Se você estiver com um carro comum como eu (isto é, um não 4×4 ou jipe ou trator), vá com atenção e cuide ainda mais em época de chuva.

Curiosidade aleatória: a cidade não tem delegacia, nem policiais.

HOSTEL XIQUE-XIQUE

O Hostel Xique-Xique também é um casarão antigo. Simples, sem grandes luxos, mas bem aconchegante. Ótimo custo-benefício.

Hostel Xique-Xique - Igatu - Chapada Diamantina

A diária ficou em R$ 45 por cabeça no quarto duplo simples ou quarto compartilhado (banheiro fora), com café da manhã (com quitutes típicos da região, muito bom!), ou R$ 30 sem café (mas vale a pena o café!). Na área externa, há uma cozinha para uso exclusivo dos hóspedes. Tem wifi, que funciona bem nas áreas comuns.

Eles são também uma agência de trekking e escalada – que parece ser bem forte naquela região! Não vi tanta referência a escalada nas outras cidades como em Igatu (no hostel, para ser mais exato).

 Gostou desta opção de hospedagem? Aproveita e pesquisa a disponibilidade deles para sua trip aqui!

IBICOARA


Ibicoara distoa bastante das demais cidades da Chapada Diamantina. Confesso que fiquei um tanto frustrada! É apenas uma cidade comum, sem nenhum apelo estrutural e cultural ao turismo. Claro que na região tem coisa bacana – as principais atrações são a Cachoeira do Buracão e a Cachoeira da Fumacinha (saiba mais aqui) – e é por isso que fui parar lá. Mas na cidade mesmo, não tem nada para ver e fazer.

POUSADA RAIO DE SOL

Aqui – olha, vou ser bem sincera – não é exatamente uma recomendação. É mais para compartilhar minha experiência mesmo, que pode ser útil pra você, já que Ibicoara tem poucas opções de hospedagem, então é possível que – pelos mesmos motivos que eu – você acabe tendo que ficar nesta pousada também.

Quais foram os meus motivos? – Você está se perguntando. Resposta: não queríamos ficar longe do centro para não precisar do carro à noite; rodamos ele todo, e a única outra pousada que encontramos (uma que fica junto de uma pizzaria na rua principal – é famosa lá) estava lotada. Restou esta. Simples assim.

A pousada Raio de Sol não é nada demais: sem muito conforto, com muito mosquito, café da manhã muito fraco, os donos são confusos e pouco atenciosos. É só para dormir mesmo. Tanto o quarto duplo/triplo quanto o quarto de casal (ambos suíte) saíram por R$ 50 com café da manhã ou R$ 45 sem café da manhã por pessoa (por essa diferença de preço, até vale ficar com o café; mas de verdade: é bem sem gracinha). Tem wifi, que funciona bem nas áreas comuns.

Pousada Raio de Sol - Ibicoara - Chapada Diamantina

Existem algumas outras pousadas que parecem mais legaizinhas, com um clima mais “estou de férias no meio do mato”; em compensação, elas ficam afastadas do centro (2-4 km), no caminho da Cachoeira do Buracão, onde não tem nada próximo = pegar o carro para comer e etc. Não cheguei a conferir o preço delas na época, mas você pode pesquisar aqui.

Aí está a vantagem da pousada Raio de Sol, que talvez seja o que justifique ficar nela: a proximidade do centro/comércio/restaurante – dá pra ir e voltar à pé.

 

 Atenção

As referências de valores que passei aqui são de acordo com minha experiência – viajei em outubro de 2015. Claro que em alta temporada a coisa pode mudar totalmente de figura – e normalmente muda. Os preços sofrem reajustes regularmente também. Enfim, o que está aqui é apenas para se ter uma ideia. Confio no seu bom senso, beleza?! Para ter ideia dos preços mais atuais, pesquise no Booking. 😉

GRATIDÃO 

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Laura Sette

Sou paulistana, bióloga, viciada em viagens, trilhas, livros e café, curiosa incansável e nerd assumida. Considero-me uma eterna aprendedora, e estou em constante busca da minha melhor versão. Acredito no poder transformador do autoconhecimento, e que, com amor e verdade, somos capazes sim de mudar o mundo! Moro atualmente na Dinamarca, como parte do grande plano de conhecer os 7 Cantos do Mundo.

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