7 Cantos do Mundo

Salkantay intimista: o antes, o durante e o depois

ANTES


Por que eu resolvi fazer a trilha Salkantay?

Porque era o sonho da minha vida!

Tá bom, vai, não era não. Eu nem sabia da existência desse caminho até começar a organizar minha trip ao Peru, que, só para não fugir dos clichês da vida, tinha Machu Picchu como principal atração. Eu já sabia com muita certeza que não queria ir até a Cidade Perdida dos Incas no modo “turista preguiçoso” (sem julgamentos, ok? Nada contra), então logo resolvi que faria a famosa Trilha Inca. Para minha (ingênua) surpresa, não havia mais vagas para o período em que ia viajar. Aparentemente, dois meses de antecedência na reserva deste trekking nem sempre são suficientes para garantir vaga.

– Oh! E agora, quem poderá me defender? – Pensei com meus botões.

Paciência. Não tem, não tem. E, como diria meu tio: “Quem não tem cão, caça com cachorro”. Foi aí que, ao pesquisar sobre as maneiras outdoor de ir para Machu Picchu, eu fui surpreendida novamente: Salkantay surgiu na minha vida, e fez meus olhos brilharem! Bastaram algumas pesquisas aqui e ali e um ou outro comentário de amigos para que eu tomasse minha decisão.

Mapa da Trilha Salkantay para Machu Picchu

Fiquei fascinada com as belas paisagens, ansiosa para experimentar os extremos das temperaturas negativas nos picos nevados e dos calores acima dos 30ºC na mata amazônica e, principalmente, excitadíssima com o grande desafio da caminhada quase duas vezes mais longa e em maior altitude que a Trilha Inca. Vislumbrar essa superação já me parecia incrível, imaginei então o que não seria vivenciá-la. Eu precisava daquilo. Sem titubear, fui atrás de reservar Salkantay assim que cheguei a Cusco e, três dias de aclimatação depois, iniciei a trilha.

DURANTE


DIÁRIO DE BORDO

1º dia – Choque para o corpo: muitos km de muita subida

Despertei às 3h15 da manhã, pois a van passaria no hostel às 3h30. Até esperar juntar toda a galera, saímos de Cusco por volta das 4h00. Chegamos em  Mollepata (2.800m) por volta das 6h30 para tomar café da manhã (por cerca de S/10) numa casa bem simples, administrada por uma senhora. Dividiram o pessoal em dois grupos, um de 13 e outro de 18 pessoas (disse-me a agência que o grupo não passava de 10, mas enfim), cada um com seu guia. Fiquei no grupo maior, mas caminhávamos todos mais ou menos juntos, ou pelo menos nos juntávamos nas refeições e dormíamos no mesmo acampamento. E era aquela salada que eu adoro: gringaiada de tudo que é canto!

OK. Barriga alimentada, bolsa de água abastecida, mochila nas costas, então pé na estrada! Digo, na trilha. Partimos às 7h55.

Trilha Salkantay para Machu Picchu - Dia 1

Subimos, subimos, subimos, subimos. Já mencionei que subimos? E então subimos mais um pouco. O coração e as pernocas foram especialmente solicitados neste primeiro dia, pois isso significou tirar o corpitcho da paz-e-tranquilidade-sussa-na-montanha-russa da inércia do repouso para um turbilhão-joselito-sem-noção de estímulos que é caminhar 20 km com peso nas costas, em aclive, em altitude. Soma-se a isso também o sol fritando a cuca, com temperaturas na casa dos 30ºC. É um verdadeiro choque ao corpo!

Claro que fizemos várias paradas para respirar. E o esforço é completamente recompensado logo na primeira metade do dia com as belas paisagens de vales e morros.

A parada para o almoço (muy rico!) foi tarde e durou cerca de 1 hora e meia. O segundo trecho de caminhada já era bem mais tranquilo, pois era mais curto e em estrada de terra, com bem menos subidas. E o melhor: já pudemos avistar Salkantay! A temperatura também já era bem mais amena, do tipo que daria frio se não estivéssemos caminhando.

Trilha Salkantay para Machu Picchu - Dia 1

Por volta das 17h00, chegamos ao acampamento Soraypampa (3.880m): barracas armadas dentro de um cerco simples de lona, com eletricidade limitada a umas poucas lâmpadas sobre a mesa da refeição, banheiro externo sem luz (papel higiênico, não preciso nem dizer que você sempre tem que ter o seu, certo?) e uma pia externa. Nada de chuveiros – viva os baby wipes!

Após divertidíssimas partidas de Detetive (aquele jogo em que o “assassino” pisca para “matar” os amiguinhos), deitamos por volta das 20h30. À noite fez muito, mas muito, frio. Não duvido se as temperaturas tiverem chegado a abaixo de zero. Não foi exatamente uma noite confortável de sono.

Resumo do 1º dia

Despertar às 3h15 em Cusco; 20 km em aproximadamente 8 horas de caminhada; ascensão dos 2.800 m (Mollepata) aos 3.880 m (Soraypampa); muito calor de dia e muito frio durante a noite.

2º dia – Subida tão difícil quanto linda, e muita descida

Acordamos às 4h50 (isso mesmo, dez-para-as-cinco-da-manhã), com um chá de coca quentinho na porta da barraca servido pela equipe de cozinheiros. Partimos às 6h15 para o que é considerado o trecho mais difícil de todos os cinco dias: 8 km para subir dos 3.880 m aos 4.630 m (Abra Salkantay), em cerca de 4 horas.

Só para constar: os guias fizeram a maior pressão em cima da gente, falando que a subida era nível hard Everest, e que se você não conseguisse subir, você ia ter que voltar sozinho e dar um jeito de voltar pra Cusco e não sei o quê. Daí eles dão a opção de você pagar um cavalo para subir este trecho.

Acho que cada um sabe das capacidades do seu corpo, mas eu te adianto que não é esse absurdo todo. Foi difícil? Foi sim. Mas eu sinceramente achei o primeiro dia bem mais cansativo. E apesar de não ser o Everest, a sensação de “Eu sou f***!” que dá quando você chega lá no alto é impagável. Ou seja: prepara psicologicamente as pernocas e manda bala!

Em pouco mais de 3 horas (viu, nem foi tão difícil?), chegamos ao grande (GRANDE!) “tchans” dessa rota: Salkantay. Nesse momento, compreendi porque os Incas consideravam sagradas as suas montanhas, concedendo-lhes a cada uma um espírito, o “Apu”.

A paisagem é indescritivelmente bela. Sem palavras, tem que estar lá para sentir aquela energia. Aproveitamos o momento especial para fazer um tradicional ritual quechua de oferenda de três folhas de coca, representando os três mundos incas (inferior – dos mortos; terrestre – dos seres vivos; superior – dos deuses)  às três montanhas que nos circundavam.

Como tudo o que sobe, desce, nós descemos, descemos, descemos e descemos. Já mencionei que descemos? E então, descemos mais um pouquinho. Foram cerca de 13-14 km de descida. O caminho é relativamente tranquilo, porém chatinho em alguns trechos que tinham muitos pedregulhos grandes soltos. E quem pensa que descer é melhor que subir está dolorosamente enganado. Judia-se muito dos joelhos, coitadinhos. Pelas 17h15, chegamos ao acampamento Colpapampa (2.900 m).

Consegui tomar um banho (quente!) por S/10. Mas vale comentar que ele só foi quente enquanto durou o gás do botijão que a equipe levou. A eletricidade era igualmente limitada às áreas de refeição (e olhe lá). Deitamos por volta das 21h00; a noite foi fria, mas bem mais suportável que a primeira. Ah, detalhe: choveu várias vezes durante a madrugada, e as barracas não tinham sobreteto. Mas tudo bem, entre molhados e cansados, salvaram-se todos! (brincadeira, não molhou não)

Resumo do 2º dia

Despertar às 4h50 em Soraypampa (3.880 m); 21 km de caminhada em aproximadamente 8-9 horas; ascensão aos 4.630 m (Abra Salkantay); descida aos 2.900 m (Colpapampa); muito frio de manhã, fresco à tarde, frio à noite.

3º dia – Mato, calor, ligeiro ócio e banhos termais

Despertamos às 5h30, o chá de coca novamente na porta da barraca, saímos às 7h30. A paisagem já mudou bastante: menos vales e montanhas e mais floresta. Sol, calor, e 16 km numa tacada só.

Caminhamos até umas 13h30, quando chegamos a uma vila para o almoço – que foi em um “restaurante”, ao invés de em tendas armadas no meio do nada como nos demais dias. Em seguida, tivemos um tempo ocioso até a chegada do ônibus que nos levaria ao acampamento em Santa Teresa. Mal chegamos e já saímos para os banhos termais (onde também dava para tomar banho, amém!), pelas 17h00. Voltamos cerca de 2 horas depois.

Este camping tinha um pouquinho mais de estrutura – mas só um pouquinho mesmo. Quer dizer: era maior e tinha mais construções fixas, incluindo uma lojinha/bar, que vendia cerveja (\o/) e tinha eletricidade suficiente para um DJ colocar um som, ligar uma luz neon e fazermos uma baladinha. Foi muito divertido! Por isso, dormimos tarde, mas pelo menos a temperatura estava bem amena.

Resumo do 3º dia

Despertar às 5h30 em Colpapampa (2.900 m); 16 km de caminhada em aproximadamente 6-7 horas; tarde livre com banhos termais em Santa Teresa; acampamento em Santa Teresa (1.550 m); calor de dia e noite agradável.

4º dia – Tirolesa, trem (sqn), Águas Calientes

Acordamos pelas 6h00 neste dia, e tínhamos duas opções: 1) caminhar 11 km numa estrada de terra sem nenhum grande atrativo, comendo poeira, ou 2) fazer uma tirolesa irada de 6 travessias cruzando imensos vales na floresta, e depois ir no conforto de um ônibus até o local de almoço. Qual será que eu preferi?? Oh, que dúvida…

 Nota mental: a agência de turismo não tinha me falado sobre a tirolesa no momento em que fechei o trekking. Soube por outras pessoas do grupo, que já haviam pagado antecipadamente, e pagaram US$ 20. Para quem decidiu fazer na hora, tipo eu, queriam cobrar US$ 30, o que não achamos justo, claro. Mas não nada há que um bom xaveco papo não resolva, não é mesmo? Pagamos US$ 20 = S/60 (eles usam a taxa de conversão informal de US$ 1 = S/3 na região). E posso falar? Foi ANIMAL! Faça!

Após o almoço ao lado da estação de trem da Usina Hidrelétrica, partimos para a caminhada rumo a Águas Calientes: 11 km caminhando ao longo da linha do trem. Neste caminho (lindo), já pudemos ter a primeira vista – bem tímida, bem ao longe – de Machu Picchu. Que trem que nada! Vai caminhando que você ganha muito mais – e não gasta preciosos US$ 28.

Chegamos em Águas Calientes pelas 16h30, ficamos em uma hospedagem simples, mas com cama e chuveiro (amém de novo!). Águas Calientes é uma graça! Amei aquela cidade. Jantamos em um restaurantezinho batuta chamado Machu Pisco, e eu fui dormir cedo, pois acordaríamos às 4h00 no dia (dia? madrugada) seguinte.

Resumo do 4º dia

Despertar às 6h00 em Santa Teresa; tirolesa animal ou 11 km de caminhada em estrada de terra pela manhã; 11 km ao longo da linha do trem até Águas Calientes (2.000 m); muito calor durante o dia, noite agradável; pernoite em hospedagem.

5º dia – O gran finale

E tinha chegado o grande dia! Eu quase não podia acreditar que eu fosse finalmente conhecer aquele tal de Machu Picchu, que tinham sido os meus próprios pezinhos que haviam me levado até ali, que fazia apenas quatro dias que havíamos partido de Cusco – sabe quando passa super rápido, mas ao mesmo tempo parece que faz uma eternidade que você está ali? Me deu um misto de sentimentos difícil de explicar em palavras.

Saímos às 4h30 de Águas Calientes, caminhamos com nossas lanterninhas na cabeça por uns 20 minutos até o primeiro checkpoint. Quando liberaram a entrada, às 5h00, iniciamos a subida dos mais de 1.700 degraus (!!!). Wow! Subir escadas já é mais cansativo do que um terreno em aclive; imagina aqui então, que estamos falando de degraus incas, isto é, totalmente irregulares em altura e largura.

Acho que nunca suei tanto na minha vida. Não sei porque, mas senti que foi mais cansativo do que qualquer outro momento dos cinco dias. Em um ritmo bom, parando apenas por alguns segundos para recuperar fôlego, subi em 1 hora – ou seja, cheguei na porta do parque na hora em que ele abre, às 6h00. Tivemos um tour guiado de cerca de 1h30 com o nosso guia do grupo, e depois ficamos livres para visitar a cidade por conta própria, sendo nosso único compromisso retornar a Águas Calientes para pegar o trem no fim do dia.

 Nota mental

Se for subir a pé, leve uma camiseta extra. E se for subir a montanha Machu Picchu ou Huayna Picchu, considere levar mais uma, pois você vai suar muito de novo. Os guias são ótimos na parte do trekking, mas no quesito, digamos, história, eles deixam a desejar. A explicação foi bem geralzona, e num “portunholglês” difícil de acompanhar. Se você curte muito saber cada detalhe de cada canto das ruínas, sugiro contratar um dos guias especializados do parque.

Como quem já está no inferno faz mais é abraçar o tinhoso mesmo, eu, não contente com os 1.700 degraus da manhã + o dia inteiro entre sobes e desces naquela cidade quase vertical, ainda subi a montanha Machu Picchu (3.082 m), o que significou mais 1h15 de degraus incas! 😀

Ah, e uma vista completamente espetacular, quase aérea, da Cidade Perdida dos Incas. Sensacional. Valeu cada pulsada do meu humilde coração.

Montaña Machu Picchu

Deixarei os detalhes dessa visita para outro momento. A volta a Águas Calientes no fim da tarde não preciso nem dizer que foi no melhor estilo inca também, certo? Joelhos pra que te quero! Quase perdi o trem de volta a Ollantaytambo, mas deu tudo certo. De lá, aguardamos um ônibus que nos levaria de volta a Cusco. E fim!

Resumo do 5º dia

Despertar às 4h00 em Águas Calientes; chegar a Machu Picchu às 6h00; ascenção à montanha Machu Picchu; volta a Águas Calientes à tarde; trem para Ollantaytambo e ônibus para Cusco.

DEPOIS


Salkantay foi o meu primeiro trekking de verdade. Sempre fiz trilhas mil, mas nunca havia feito uma com mais de um dia de duração, acampando e tudo mais. A gente sempre volta diferente de qualquer viagem, mas dessa experiência eu voltei ainda mais diferente (se é que existem gradações de diferença).

De volta a Cusco, me bateu uma certa depressão, um não saber direito o que fazer em seguida. Era como se as montanhas e a floresta tivessem se tornado a minha casa, aquele grupo, a minha família, e caminhar, o meu propósito. Não existia mais nada no mundo: nem tempo, nem lugar, nem compromissos, nem problemas. Essa era a minha única preocupação, era apenas isso que eu devia fazer: dar um passo depois do outro, sempre para frente, e com um objetivo claro em mente. E por mais que minhas pernas doessem e meu corpo se cansasse, a única responsável por me tirar dali e me manter em movimento era eu mesma. E eu sabia que podia, e pude.

Que experiência rica! Veja só você quantas lições se pode tirar dela – na real, de tudo que vivenciamos por aí mundo afora, né? No fim, o que mais me marcou foram os bons sentimentos que me acompanharam no caminho, e insistem em me perseguir até hoje: realização, gratidão, liberdade.

Viva Salkantay!

GRATIDÃO 

Data da trip: Outubro de 2014 (ainda considerada época seca, e peguei tempo bom nos 5 dias)

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Sobre a autora Ver todos os posts Site da autora

Laura Sette

Sou paulistana, bióloga, viciada em viagens, trilhas, livros e café, curiosa incansável e nerd assumida. Considero-me uma eterna aprendedora, e estou em constante busca da minha melhor versão. Acredito no poder transformador do autoconhecimento, e que, com amor e verdade, somos capazes sim de mudar o mundo! Moro atualmente na Dinamarca, como parte do grande plano de conhecer os 7 Cantos do Mundo.

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41 ComentáriosDeixe um comentário

  • nossa, amei seu relato. Descreveu a as emoções de uma forma muito intensa, acredito que quando eu for vou sentir mais ou menos isso..
    curiosidade: você é sedentária? chegou a fazer algum tipo de treinamento pra se preparar pra trilha?
    Beijo!

    • Muito obrigada, Mayra! Fico feliz que vc tenha se inspirado a fazer a trilha tbm. Vá sim, vc vai amar! 🙂
      Olha, se tem uma coisa que eu nunca fui é sedentária.. rsrs Mas não sou nenhuma atleta tbm. Eu estava treinando legal antes de ir, então acho que isso me ajudou. Creio que uma pessoa totalmente desabituada de fazer exercícios possa ter um pouco de dificuldades sim, pois exige-se muito fôlego e muita força nas pernas. Mas ainda acho que o maior preparo é mesmo mental: motivação e força de vontade. Vai que é tua! 😉
      Um beijo!

  • Laura Adoreiiii seu relato !! Vou com uma amiga para o Peru, e no nosso roteiro esta a trilha Salkantay . Eu gostaria de saber quanto levou e quanto pagou para fazer a trilha ?
    Att. Miyuki
    Beijo!!

  • Oi! Amei esse post! Laura do céu, estou empolgadíssima com minha viagem pra lá. passagens compradas, toda a experiência dessa viagem será pra mim, um retiro espiritual. Gostei da forma como abordou (direta e sincera) os pontos fortes e o lado ruim da trilha. Isso que mochileiros precisam; não de floreios.
    Quando vier a Curitiba, entre em contato, pois temos nossa Serra do mar e uma cadeia de montanhas bem legais (isso se você já não fez, rsrsrs).
    Como uma mulher precavida que deve ser, gostaria de saber exatamente o que levou, para nós meninas irem mais prevenidas e evitarmos o peso extra. E o que faltou também!
    Abraços querida!

    • Oi, Priscila, que mensagem deliciosa de receber!!! Obrigada pelo carinho!! =]
      Essa experiência também foi como um retiro espiritual pra mim, tenho certeza que vc vai amar! Não conheço Curitiba ainda, acredita? Quando for, entrarei em contato sim, obrigada!
      Vamos lá: ó, a lista-coringa eu fiz praticamente baseada na viagem pro Peru, que tinha Salkantay como foco principal, então acho que vai te ajudar bem! Se fosse acrescentar algo, acrescentaria um saco-estanque (35L). Se ainda assim restarem dúvidas, grita! rs
      Beijão!

  • Oi menina! amei suas dicas. Estou planejando, ou melhor, estava planejando ir a Machu Picchu no estilo turista acomodado mas, agora, graças a seu post, vou replanejar e chegar a Machu picchu by meus pés mesmo. Um bj e obrigada!

  • Muito legal seu relato e os FAQs sobre Salkantay, inspirador para mim. Vou fazer a trilha no ano que vem.
    Me preocupo com o que levar somente para a trilha, pois vou ficar mais tempo no Peru, e nao gostaria de ter que levar toda a “tralha” comigo pela trilha. Então te pergunto, é possível deixar o que nao for levar para a trilha nos hostels? A minha mochila é de 60L, vou levar ela e mais uma de 20 ou 30L. Acha que a de 60L é demais, ou serve para a trilha?

    Obrigado desde já, e parabéns pelo seu site.

    • Fala, Alexandre! Eu passei por esta mesma situação. É possível sim deixar a tralha (rsrs) no hostel. Acredito que a maioria tenha este serviço de depósito. No Hostel Pariwana, que fiquei e recomendo (leia mais aqui), era gratuito. Acho que com uma mochila de 60L vc já está bem, tanto para a trilha como para o restante da viagem! Acho que levar esta e mais uma de 20-30L é um pouco demais, talvez. Não sei, na trilha eu fui apenas com a minha Foguetinha (Deuter Pilgrim 35+10 SL) e foi de boa! Levei uma mochilinha de ataque pequena (tipo 10L) para os outros momentos da viagem (que deixei no depósito do hostel). Independente da sua escolha, tenha em mente uma coisa: pra fazer a trilha, escolha apenas um volume. Pq caminhar com uma mochila atrás e outra na frente rola quando estamos em trânsito de viagem, mas não em trekking (muito menos a 4.600m de altitude!), ok? 😉
      Valeu pela leitura e confiança! Abraço

      PS: vc chegou a ler o post Trilha Salkantay para Machu Picchu: F.A.Q.? Certamente vai te ajudar no planejamento 🙂

      • Legal, Laura! Obrigado pela resposta. Sim, dei uma olhada no FAQ sim! Muito bem escrito, e com certeza vou usar para o planejamento! Então acho que vou fazer isso mesmo, ir com a 60 para a viagem toda! Quem sabe eu ainda leve uma de 20L para a viagem (aeroporto e tals), e deixe no Hostel para nao atrapalhar na caminhada!

        Um grande abraço!

  • AMEI seu relato! Estou planejando minha viagem para Bolivia+Peru+Chile e estou cogitando seriamente em fazer a Trilha Salkantay. Estou muito muito muito empolgada!

  • Ao contrário da Trilha Inca, a Trilha Salkantay também tem uma vantagem fundamental que é a possibilidade de percorrê-la durante o ano todo. Sim, é verdade que no período de chuva (Janeiro até Abril) tudo fica mais difícil. Mas, Mas com preparo físico, mental e sobre todo com vontade conseguira conquistar sem problemas.

  • O melhor blog de todos que li até agora! A mistura com pequenos videos ficou sensacional! Sentimos um pouquinho das suas emoções rsr

    Laura, vou em agosto desse ano. É tranquilo deixar para comprar a trilha lá mesmo? Além disso, realmente se forma um grupo fixo para esses 5 dias, né? Pq vou sozinha!

    Beijinhos!!!

    Parabéns!

    • Oi, Nayra! Ahh que demais! Obrigada pelo feedback! 😀
      Me falaram que era tranquilo e foi o que vi pessoalmente mesmo. Como eles pegam pessoas de várias agências e agrupam com os mesmos guias, acredito que falta de gente pra formar grupo não seja um problema. Vai que dá! 😉 beijos e boa viagem!! 😀

  • Oi Laura, tudo bem? estou indo pra Cusco semana que vem e pretendo fazer a trilha. Vi que vc não menciona a ida na laguna Humantay, não fez parte do seu roteiro?
    Beijos!!!

  • Olá, estou indo em Julho/2016 para Cuzco e pretendo fechar Salkantay lá na hora com alguma agência. Gostaria de algumas dicas do que levar para a trilha (roupas, comida, etc).
    Saco de dormiu alugou por lá mesmo? Não tenho ideia de quão frio estará lá em julho..
    Obrigado!!

  • Olá pessoal!!
    primeiramente parabéns pelo blog, sensacional suas dicas
    As construções incas são conhecidas por estar sempre em harmonia com a natureza e com a paisagem que as rodeiam. Assim que, qual a melhor maneira de chegar a construção mais icônica e famosa dessa cultura, do que uma trilha que lhe deixará entrar em contato com a natureza que fez parte da mesma? O Peru conta com as trilhas mais bonitas de toda a América Latina, tendo a Trilha Inca a número 1 e a Trilha Salkantay a número 2
    recomendo muito fazer uma das trilhas

  • Olá, Laura, estou encantada com o seu blog. Realmente a rota Caminho Inca Salkantay é umas das principais alternativas para se chegar a Machu Picchu tendo como principal o Caminho Inca Clássico e em segundo lugar, o Caminho Inca Salkantay. Porém há outras rotas como o Caminho Inca Jungle e outras. Sou guia de turismo e trabalho com estas rotas e estou aqui para ajudar caso tenha alguma dúvida. Abraços.

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