Eu estou em um bloqueio. Não criativo exatamente – criatividade não me falta, me falta é vergonha na cara iniciativa mesmo. Ou coragem, talvez.
Coragem? Logo eu, que sempre agi com o coração desde o início disso tudo!
Estou em um bloqueio na vida. Um impasse com os meus projetos pessoais e minha vida profissional.
Que este ano nos trouxe surpresas, imprevistos e reviravoltas não é novidade para ninguém.
Comigo não foi diferente.
Bem, talvez um pouco, pois estou na Dinamarca, onde a fatídica doença foi devidamente controlada em tempo hábil.
[Não se preocupe, sou consciente dos meus privilégios]
Porém, onde também houve quarentena. Total.
Aterrissei de volta na terra dos Vikings depois de quase 6 meses que fiquei fora para visitar minha família, dar uns rolês por aí e pensar na vida.
Cheguei sem casa para morar e com dois empregos na área de turismo, na qual venho crescendo e amando trabalhar, cancelados. Por tempo indeterminado. Sem nenhuma perspectiva.
E agora, José?
Bem, o que não tem remédio, remediado está, não é assim? Hum, aproveitando-me da metáfora, no meu caso, havia muita coisa que ainda precisava ser curada.