Em 2020, aprendi coisas valiosas demais para eu guardar só para mim! Sinto de compartilhar, pois pode também fazer sentido para você, pode lhe trazer uma luz, um insight, um norte, uma esperança, sei lá. Senta que lá vem papo sobre a vida.
Eu poderia seguir o senso comum e dizer que “pois é, né, bicho, 2020 foi um ano horrível, credo!”. Mas a verdade é que 2020 foi um ano sensacional para mim!
(Por favor, não me bata! hahaha Siga comigo)
Longe de ter sido um ano de alegrias saltitantes unicórnicas ao melhor estilo Poliana. Nada disso!
Afinal, foi o ano em que eu terminei um relacionamento de quase 5 anos que me deixou sem chão e perdi as minhas 3 principais fontes de renda – atividades essas que eu amava. Perdi duas pessoas da minha família (uma com covid-19), e fiz a loucura de resolvi voltar para a Dinamarca em meio ao lockdown, onde me vi sem casa, sem amigos, sem lenço e sem documento.
O famoso: E agora, José?
Chorei, me desesperei, fiquei ansiosa, tive medo, insônia e até taquicardia. Temi até que a minha antiga conhecida ‘a coisa’ (é como eu chamava a minha depressão) desse as caras novamente. Mas não, de novo não!
“Eu me recuso!” [levantando o dedo indicador no ar]
A minha avó dizia que ‘até mesmo as piores coisas têm um lado positivo’. E antes mesmo de saber que ela falava isso, eu já venho vivendo nessa filosofia há uns bons anos. As situações são apenas situações, não são inerentemente nem boas, nem ruins. Elas são o que nós julgamos delas.
Quando me vi sozinha, sem casa, sem fonte de renda, sem a menor chance de nada, pensei: bem, o que não tem remédio, remediado está.
O que eu posso fazer agora? A única coisa que está sob meu controle: cuidar de mim.
Senti que havia chegado a hora de olhar para toda aquela poeira embaixo do tapete. Os monstros embaixo da cama. O esqueleto no armário.
Tudo aquilo que eu havia deixado em stand by após me resgatar do fundo do poço em que eu me enfiei lá no final de 2018 – como contei no post ‘Da lama ao caos’.
Sim, a sua, a minha, as nossas sombras! 😀
“E então, qualéquié? O que vocês querem me dizer? O que eu preciso aprender disso?”.
Bring it on!
Eu encaro. Eu aguento.
Eu precisava curar de uma vez por todas algumas feridas antigas e profundas que implicavam uma séééérie de outras coisas nas camadas mais superficiais.
Então, no silêncio do meu quarto, eu abri meu coração e me entreguei, de corpo e alma, ao que o Universo tinha para me trazer. E não foi pouca coisa…
Em 2020 aprendi…
Deixa a criança brincar, ô iaiá
A gente sempre fala corriqueiramente da nossa “criança interior”, mas eu nunca a tinha entendido de forma tão profunda como aconteceu este ano.
Os grandes responsáveis por esse entendimento foram a Constelação Familiar (terapia sistêmica) e o curso Livre para me amar – ambos realizados pela minha amiga deusa bruxona maravilhosa Zaza –, além do livro A Arte de Amar, do filósofo alemão Erich Fromm. Esse livro, aliás, foi mais um que entrou para a minha lista de livros obrigatórios a todo ser humano.
Em linhas gerais, a parada é a seguinte: todos nós guardamos as dores da nossa criança, que em algum momento da infância se sentiu rejeitada ou abandonada. Pode procurar aí no seu passado, é certo que existem situações assim, por mais sutis que possam ser.
Essas dores, quando não são integradas, viram sombras, que se manifestam em nossa vida adulta das mais variadas formas.
A mãe é a casa de onde viemos. Ela é natureza, solo, o oceano. Sua função é de nutrição e de manter a criança segura. Seu amor é incondicional: “eu te amo porque você é a minha criança, porque você é”. A criança não precisa fazer nada para ser amada.
O pai é o mundo do pensamento, das coisas materiais, da lei e da ordem, da disciplina, da viagem e da aventura. Sua função é de ensinar a criança, guiando-a em como lidar com a sociedade. Seu amor é condicional: “eu te amo porque você satisfaz as minhas expectativas, porque você cumpre seu papel, porque você é como eu”. O amor paterno precisa ser merecido, e pode ser perdido se a criança não fizer o que é esperado.
Anotações baseadas no livro A Arte de Amar – Erich Fromm
Em sua história, o ser humano se separou da Natureza e passou a ver-se como uma entidade à parte, à margem dela, sozinho. Esse sentimento de separação é a causa raiz de toda a ansiedade. Afinal, ele é um bicho social, que depende do meio para sua sobrevivência – só assim que nossa espécie prosperou na Terra. Então o que ele mais busca em sua existência é aceitação, na tentativa de transcender essa separação do Todo.
O mesmo ocorre com a criança no processo de individuação, quando ela se separa de sua mãe. Causa-nos essa sensação de medo, de abandono, de solidão. Isso por si só já é um trauma para a nossa criança.
Tudo o que a nossa criança interna ferida quer é somente amor e atenção. E nós temos que cuidá-la e deixá-la brincar, e não colocá-la de castigo – muito menos deixá-la governar nossa vida!
Hoje vejo que todos os nossos problemas, traumas, sombras, crenças limitantes etc – até mesmo como sociedade – têm origem na nossa criança ferida.
Porque o ser humano, em sua essência, é somente amor! Então por que raios não vivemos todos felizes e radiantes em um mundo abundante e sem guerras e desgraças? Camadas e camadas de dor que obscurecem nossa luz.
O caminho para a cura é olhar para dentro, identificar as emoções, permitir-se senti-las (o que quer que seja, não tem certo e errado), validá-las e acolher-se. Honre as necessidades da sua criança: o que ela quer? Escute-a, cuide dela.
Eu sentia raiva, medo de escassez, solidão, carência, inveja. Foi duro reconhecer que esses sentimentos ‘feios’ me habitavam.
Eram todas dores da minha criança. Medo de ser rejeitada, de não ser amada, aceita, de não ser suficiente.
E a minha cabeça explodiu quando eu entendi que a pessoa responsável por nutrir a minha criança de amor não era mais o meu pai ou a minha mãe. Era euzinha mesma.
No nível consciente, podemos até dizer “imagina, eu sei disso”. Mas no inconsciente, nós ficamos esperando determinadas atitudes de nossos pais, certos cuidados, e ficamos frustrados e ofendidos se eles não agem da forma como esperamos. E aí os culpamos, e vivemos condicionados na lógica da escassez, no vitimismo, rodeados de crenças limitantes.
E foi aí que a Constelação Familiar foi chave, pois me fez enxergar o que pertencia ao sistema da minha família, que vinha dos meus pais (as dores das crianças deles), e que eu julgava que me pertenciam. Mas não me pertenciam realmente. E eu quebrei essa corrente. Comecei a cura do sistema.
Eu agradeço meus pais e antepassados por terem me dado a vida e cuidado de mim. Honro-os, amo-os. E peço permissão para seguir daqui em diante por minha conta. Escrevendo a minha história segundo a minha essência, meus sonhos e minhas potencialidades. No fluxo do Universo.
Para isso, preciso eu cuidar da minha criança ferida. Em 2020, aprendi a enxergá-la e a acolhê-la.
Agora, responsabilizo-me por ela. Amo-a muito! Abraço-me com frequência. Brinco mais, rio mais. Sei ver quando ela está fazendo birra, quando ela quer atenção, quando ela está chateada. Estabeleço limites saudáveis – afinal, a adulta aqui sou eu! Mas, principalmente, deixo-a brincar, ao invés de colocá-la de castigo.
A pessoa madura chegou a um ponto onde ela é a sua própria mãe e o seu próprio pai. Ela tem uma consciência materna e uma consciência paterna.
A arte de amar – Erich Fromm
A depressão não me pertence
Nessa profunda jornada de conexão com e cura da minha criança, eu entendi outra coisa fundamental na minha vida: a depressão não me pertence. Ela não faz parte de mim.
Processos familiares e feridas antigas me faziam me identificar com a depressão (“é de família”). Em 2020, houve um processo de ‘desidentificação’ com a doença.
Libertei-me dela, deixei-a ir de vez – ou assim espero. Mas acredito muito nisso e sinto em minha alma que assim é.
O despertar do Feminino
As minhas maiores feridas estavam relacionadas ao Masculino muito machucado em mim – traumas na minha relação com meu pai (sim, Freud explica). Que, agora sei, eram as dores da minha criança. Uma vez isso curado, era hora de cuidar do meu Feminino adormecido.
Em 2020, aprendi que nós mulheres somos múltiplas!
Nós somos criadas para ser a menina de família, a esposa, a mãe, a ‘recatada e do lar’. Ou então para ser uma super business woman, somente focada em sua carreira e totalmente conectada à lógica capitalista e patriarcal.
Mas a verdade é que nós podemos ser muitas coisas! E foi interessantíssimo aprender isso sob a ótica dos arquétipos das deusas gregas, conhecimento bastante explorado no livro Goddesses in Everywoman, de Jean Shinoda Bolen.
Na mitologia grega, cada deusa tem sua história, suas potências, suas luzes e suas sombras. Nós, mulheres, podemos nos identificar com elementos de várias delas, porque muitas mulheres nos habitam. Podemos ser a mãe, a sedutora, a monja, a bruxa, a menina ingênua, a empreendedora, um pouco de cada – e está tudo bem! É possível despertar diferentes deusas em si em cada momento da vida.
Identifiquei-me mais com a Artemis, a aventureira independente, a Afrodite, sempre apaixonada e conquistando corações, e com a Perséfone, a Guardiã do Submundo – muito conectada ao inconsciente, de natureza extremamente intuitiva e sensitiva.
Entender tudo isso me deu um poder enorme! Senti-me representada, mais eu, mais completa.
[Outro conhecimento que chegou até mim pelo Livre para me amar 🙂 ]
Mas a potência mesmo veio com a minha reconexão com o meu ciclo menstrual. Fiquei 5 anos sob efeitos de hormônios do DIU, o que me fez parar de sangrar e me perder no meio do meu ciclo. Eu não conseguia sentir muito bem as energias características de cada fase. E a amenorreia (ausência do sangramento) me impedia de ter aquela sensação de alívio, de liberação, de morte e renascimento, de “voltar para casa” (meu templo, meu lar).
Nerd que sou, fui atrás de estudar o ciclo menstrual. Os livros Wild Power e Lua Vermelha me mostraram todo um novo Universo de possibilidades e potência feminina!
Tem sido absolutamente incrível me reconectar com meu ciclo menstrual: meu sangue, minhas oscilações emocionais com a lua, meu potencial criativo, ver as mudanças de energias, entender a importância do recolhimento, do descanso, ver o poder da minha intuição e conexão com o Divino.
Passei a praticar o MCA – Menstrual Cycle Awareness, uma prática espiritual e uma ferramenta de ultimate mindfulness para mulheres. Por meio da conexão com o seu ciclo, você (re)descobre sua criatividade, sua espiritualidade, sua sexualidade, enfim, sua imensa potência como mulher!
Diga-me: que mulher não quer isso?
Compreendi a beleza da nossa natureza cíclica. Nós mulheres somos abençoadas porque já viemos com um reloginho de fábrica, que nos mostra quando é tempo de produzir, se doar, externalizar, e quando devemos nos recolher, descansar, internalizar.
O ciclo menstrual segue os padrões da Natureza de alternância entre morte e renascimento, atividade e descanso, verão e inverno, luz e sombra, positivo e negativo, Masculino e Feminino.
É tanto conhecimento, tanto insight, que o assunto merece um post/vídeo/curso dedicado apenas a isso. Caso você tenha interesse em saber mais do assunto, deixe por favor um comentário ao final deste post, vai me ajudar muito! 🙂
Note mental: Outro curso interessante que fiz nessa época foi o Mulher cíclica, de Lua, de Vênus, de Lilith, da Rafa Shanti, astróloga maravilhosa com quem fiz meu mapa astral este ano.
Meu corpo, meu templo
Ainda no universo do Feminino, em 2020 aprendi a reconectar-me com o meu corpo e passar a vê-lo como um instrumento de prazer. Não me refiro somente ao prazer sexual (mas também), mas à percepção sensorial como um todo.
Nosso corpo é o instrumento pelo qual experienciamos o mundo material, o mundo das sensações. Ele é feito para sentir! Ele todinho!
No meu aniversário em 2020, tive uma experiência nova: participei de uma festa de dança ecstática.
Imagine uma grande sala escura, com algumas poucas luzes, música eletrônica meio doida tocando (não me pergunte o tipo específico), pessoas descalças, sem álcool, sem drogas, com a roupa com que se sentem mais à vontade (algumas preferem até ficar sem elas), movimentando seus corpos da maneira mais livre que podem. Sem padrão, sem certo e errado, sem julgamentos.
Isso é a dança ecstática. Poder soltar o seu corpo e deixar a energia fluir livremente. Foi maravilhoso, libertador, super energizante!
Obs: moro em Copenhague e sou de agosto e, nessa época, a situação em relação ao coronavírus estava sob controle e os eventos de verão estavam podendo acontecer.
O Sagrado Masculino
Cura do masculino ferido em mim. Agradecer, honrar e perdoar meu pai. Entender que ele fez o melhor que pôde e também tem a sua criança ferida, é humano e também está lutando as suas batalhas.
Meditar é preciso!
Já faz alguns anos desde que eu comecei a meditar, mas foi em 2020 que essa prática transformou de vez a minha relação com as minhas emoções e pensamentos, controlando a minha ansiedade e me ancorando no momento presente para valer.
Fui testando meditações diferentes, mais longas e profundas, mantendo uma constância, e o resultado foi que eu me reconectei demais comigo mesma! Foi incrível!
Em 2020, aprendi a viver o presente de verdade, um dia de cada vez. Se eu deixasse minha mente vagar para o futuro – tempo este que não existe – eu enlouqueceria e teria ataques de ansiedade. Afinal, eu não tinha nenhuma certeza sobre como seria a minha vida no restante do ano, se eu teria emprego e casa no mês seguinte.
Meditar nada mais é do que prestar atenção à respiração, às emoções, ao corpo. Estar presente e ciente de tudo. Ser o observador da sua mente. É não se identificar com seus pensamentos, entendendo que você é algo além deles. Seu próprio expectador.
Há um poder imenso no silêncio, no Agora, que é quando nos conectamos ao Divino, à energia maior do Universo, ao Todo. Encontramos um lugar de amor abundante e infinito dentro de nós mesmos. Descobrimos que somos nossa própria medicina.
Essa confirmação veio ainda mais forte quando fiz a minha primeira sessão de breathwork, uma técnica de respiração que te leva a estados alterados de consciência (semelhante às drogas psicodélicas, pelo que dizem). Foi uma experiência intensa e linda! Melhor ver o vídeo com o relato completo para entender.
O amor é uma arte
Em 2020, eu aprendi a ressignificar completamente o que é o amor! Outro profundo e importantíssimo aprendizado para a vida.
Novamente, o grande responsável por todo esse novo entendimento foi o livro A Arte de Amar, de Erich Fromm. O filósofo alemão diz que amar é uma arte e, como tal, requer o domínio da teoria e da prática. Portanto, é preciso compreendê-lo e, principalmente, praticá-lo!
A minha frase preferida do livro, e maior ensinamento do ano é:
If I truly love one person, I love all persons, I love the world, I love life. If I can say to somebody else “I love you”, I must be able to say “I love in you everybody, I love through you the world, I love in you also myself”.
A Arte de Amar – Erich Fromm
Em tradução livre: “Se eu amo verdadeiramente uma pessoa, eu amo todas as pessoas, eu amo o mundo, eu amo a vida. Se eu consigo dizer a outra pessoa ‘eu te amo’, eu tenho que conseguir dizer ‘em você, eu amo todo mundo, através de você eu amo o mundo, em você eu também me amo'”.
Amar é uma ação, ela parte de mim. É doação. Eu sou amor. I give.
O amor é tudo o que há sob camadas e camadas de dor, a dor fundamental da separação – do homem da natureza. Tudo o que fazemos na vida são manifestações inconscientes dessa busca pela reintegração à fonte, à natureza, ao todo. Queremos pertencer, queremos ser aceitos, amados. Queremos estar “em casa”.
Em 2020, eu reacendi o amor por mim, por todas as pessoas, pela vida! Após curar muitas feridas, eu me sinto merecedora de ser amada apenas por existir – principalmente por mim mesma! Sinto-me um copo cheio, que transborda. E isso só tem atraído coisas boas, pessoas incríveis e sincronicidades que geram lindas trocas e aprendizados.
O amor infantil segue o princípio: eu amo porque sou amado.
A arte de amar – Erich Fromm
O amor maduro segue o princípio: eu sou amado porque amo.
O amor imaturo diz: eu te amo porque eu preciso de ti.
O amor maduro diz: eu preciso de ti porque te amo.
Conhece-te a ti mesmo
Só de terapias: 2x ThetaHealing, 1x leitura de aura, 1x Barra de Access, 1x Constelação Familiar, 1x Numerologia Cabalística, 1x Leitura do meu Mapa Astral, 1x …Jung chi (da Siomara)
Me conheci (muito) melhor ao fazer meu mapa astral (com um viés terapêutico). Entendi melhor certos aspectos sobre mim, meu passado, meu presente, meus sonhos, minhas aptidões e minhas sombras.
Descobri que sou mais de 50% fogo, sendo muito leão e sagitário. O que isso significa? Que eu tenho uma grande energia positiva e de ação e expressão somada a um “fogo no rabo” de querer viajar, explorar, conhecer tudo, viver tudo! Tá explicado!
E que o segundo elemento predominante do meu mapa é água (ascendente em Peixes e lua em Escorpião), e que isso explica eu ser tão sensitiva, captar energias sutis, ser capaz de ver as sombras das pessoas, ter uma intuição poderosa, gostar de assuntos obscuros, de encarar sombras, de falar do inconsciente, e que vivo no mundo da lua, sonhando acordada, sou good vibes, romântica, sensível até dizer chega. Que a lua me afeta – não apenas por ser um ser vivo composto 70% de água, mas ainda mais por ser mulher, e ainda mais por ter muita água no meu mapa.
Agora TUDO faz sentido!
Encontro certo conforto no caos. Parece que preciso disso (do caos, da mudança constante) para me reafirmar, reafirmar meu poder, minha força. Fico manifestando mudança e só colho o quê? Mudança! hahaha
Por que autoconhecimento?
Conhecimento é poder, é liberdade.
É ter liberdade de escolher ter relacionamentos saudáveis, responsabilizar-se pela sua vida e suas escolhas, não deixar a sua criança controlar a sua vida, empoderar-se, ter um trabalho que te satisfaça, não se submeter a relações e situações degradantes moral e emocionalmente, é aumentar a autoestima, é conhecer nossos limites, saber o que nos faz bem, o que nos traz alegria e poder escolher ter mais disso na vida, é saber o que nos faz mal e poder escolher não ter mais isso na vida.
Podcast Sem Filtro: temos que ser inteiros! Sentir! Somos humanos! Falemos de sombras também! O podre, o feio.
Sou Fênix Camaleoa
Tenho uma capacidade de adaptação e reinvenção/reconstrução gigantescos! Que eu morri e renasci algumas vezes nos últimos anos; do zero, das cinzas, como uma Fênix. As coisas que morrem dão lugar a outras novas, que renascem. Que cada vez que eu renasço eu posso escolher a mulher que quero ser a partir de agora. Camaleoa. Adaptativa.
Perdi 3 trabalhos, inventei pelos menos 3 novos
Morei em 5 lugares diferentes
Manifestação e abundância: a bruxaria é real
Entendi que onde eu for, eu terei trabalho, porque eu sou uma criadora, e o Universo está sempre comigo, conspirando a meu favor!
Perdoar-me
Que ciclos de morte e renascimento fazem parte da vida – e são ainda mais fortes em nós mulheres!
Talvez o maior aprendizado de 2020?
Resumo da ópera
Tudo converge para: cuidar da sua criança ferida: pegá-la no colo, cuidar dela, deixá-la brincar (e não colocá-la de castigo), honrar e agradecer aos seus pais, entender que você é adulta e é a responsável pela sua vida, pelas suas ações e emoções, se permitir sentir (seja lá o que for), que os sentimentos “feios” também fazem parte, que todos nós temos um lado sombra (faz parte da experiência humana), que trazer à luz é difícil e doloroso, mas que só assim você evolui, cresce, aprende e se torna um ser humano melhor e com abundância na sua vida, que todos estão sempre fazendo o melhor que podem com o melhor que têm, que o amor está dentro de você o tempo todo, vem de uma fonte infinita e inesgotável, que tudo, absolutamente tudo, está conectado, perdoar-se, conectar-se com o ciclo menstrual é extremamente poderoso e ativa sua intuição, sua criatividade, seu poder de criação, de gerar, de nutrir, equilibrar feminino e masculino é chave (todos temos o feminino e o masculino ferido em nós), para a nossa cura e a cura do planeta.
Só a partir do perdão é que eu consigo ter clareza sobre quem eu sou, quem eu quero ser, o que eu quero realizar, e entrar no fluxo para trazer essa abundância e as sincronicidades para a minha vida.
2020 foi o ano de enfrentar sombras, curar feridas e perdoar. Que 2021 seja o ano do fluxo!
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